segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Segredos do bom café


Eu já tinha falado aqui das vantagens e desvantagens sobre 
o consumo de café.
Mas hoje, sentindo uma saudade grande de Minas, do doce de leite, do pão de queijo, do cafezinho (...), lembrei que tinham me pedido para fazer um post sobre a forma correta de se preparar o café.



Então vamos lá!

Regra número um: 
faça apenas a quantidade de café que será consumida imediatamente 
ou, no máximo, na hora seguinte. Nada pior que café frio! 
Além do mais, com o passar do tempo ele vai perdendo suas propriedades.

Mas antes de acertar a quantidade a ser preparada, vou revelar os segredinhos para deixar seu café ainda mais especial.

Na hora da compra, escolha sempre embalagens pequenas (250g) 
e com a data de fabricação mais próxima, 
pois o café recém-torrado tem mais sabor
Os melhores produtos são de moagem fina ou média.
Para guardar, escolha um recipiente com boa vedação e mantenha na geladeira. Esse procedimento retarda o processo de oxidação que ocorre na presença de ar ou em função da umidade, do calor, do tempo e 
do contato com odores estranhos.


O ideal é que você separe utensílios exclusivos para o preparo do café, a fim de que o sabor não seja afetado por resíduos de outros preparos culinários.
Para quem prefere os coadores de pano, quando novos, devem ser fervidos em água com café para retirar as substâncias indesejáveis presentes 
e para que eles adquiram o aroma do café. 
Depois de utilizados, devem ser lavados somente com água e jamais com detergentes, alvejantes ou mesmo com a bebida que sobrou.

Antes de fazer o café, recomenda-se escaldar a garrafa térmica e as xícaras que serão utilizadas, para manter a bebida quente por mais tempo.
Atenção à dosagem: recomenda-se de
4 a 6 colheres (sopa) de café para cada litro de água.
Eu prefiro medir uma colher (sopa), cheia, para cada xícara (chá).
O sabor, além da concentração, vai depender do café escolhido, 
se suave, forte ou extra forte.


A água deve ser mineral ou filtrada (acredite, isto interfere no sabor) e 
nunca deve ser fervida, para não alterar a acidez e, consequentemente,
 o gosto do seu café.
Se ele ficar amargo, áspero ou desagradável, diminua o tempo de contato da água com o pó, reduzindo a quantidade.  
Pelo pó de café deve passar somente água quente, jamais a bebida. 
Reutilizar a bebida destrói seu sabor e aroma!

E, finalmente, o preparo propriamente dito.

A adição de água quente ao café torrado e moído, produzindo então a bebida café, é um processo chamado de infusão
Pode ocorrer por filtragem, percolação, prensagem ou pressão, sendo que cada um destes produz tipos de bebidas distintas.
Vou falar apenas da filtragem, tradicional no Brasil 
que pode ser feita de duas formas.


Café ao modo brasileiro: O pó deve macerar na água quente, sem ferver. Enquanto a mistura fica no fogo baixo, mexa vagarosamente com uma colher de pau (utilizada apenas para este fim!). Essa maceração faz liberar os açúcares, as proteínas e alguns dos óleos aromáticos da bebida. Deve ser passado pelo coador de pano e resulta em um café forte e aromático.

No filtro de papel: O pó deve ser espalhado uniformemente, sem ser compactado, e umedecido com água quente. Comece molhando o pó de café das beiradas para o centro do filtro. Em seguida, despeje a água lentamente (em fio) bem no centro do filtro, sem misturar com a colher. Quanto mais lentamente despejar a água, mais escuro resultará o café. 
A bebida é mais suave

Para finalizar, não prepare ou armazene a bebida já adoçada porque se formará uma crosta de caramelo, com mau sabor, nas paredes do recipiente.
E para os phynos, beber o café em xícaras de porcelana deixa seu sabor mais destacado e mantém a temperatura constante.


No mais, desejo que quando vocês preparem um delicioso café, vocês tenham um pão de queijo melhor ainda pra saborear junto!




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